terça-feira, 5 de abril de 2011

"descrição etnográfica" de uma aulinha

Os profs. botam os livros na mesa.
Os alunos se vestem esquisito.
Os alunos querem participar - ficam falando: "isso".
Repetindo as palavras (as últimas palavras das frases ditas pelos professores).
Aí, alguns alunos falam coisas do nada pra dizer que sabem alguma coisa, aí os profs. dão cortes com a mesma finalidade, dizendo: "mas, veja bem...", e falam algo mais ou menos nada a ver.
Alunos falam baixinho algumas coisas... e ficam olhando estranho para os que chegam atrasado. Todo mundo com cara de que já sabe muito.
Alguns se impressionam com alguns termos que já ouviram falar e abaixam a cabeça no efeito "calango".
Provavelmente estão me achando um E.T. E que eu estou anotando tudo o que o prof. diz. E devem estar se perguntando: "por que ela está com esse risinho de lado?".
Ou eles estão pouco ligando pra mim e nem sabem o que estão fazendo.
Sempre tem aquele que acha realmente que tem algo a contribuir. E sempre tem um maluco que diz "você está em outro ponto de abstração". Zazá... Azazazá...
Sério, meu risinho tá muito saliente mas eu não estou conseguindo parar.
Aí... Tem aqueles que entendem observações dos profs. como algo espirituoso, tipo, dão risadinhas afirmativas como uma piada sociológica... "Hahaha..."
Aí, tem também aquela pessoa que fecha os olhos um pouquinho como se quisesse enxergar o que o prof. tá falando... Mas na cabeça dela só passa ventania.
Engraçado também é quando se coloca a mãozinha na cabeça apoiando o cotovelo na carteira, tipo: "ai, ai, ai...".
E quando se coloca no queixo: ou se está realmente pensando, ou mostrando "tou te sacando mas você não é tão esperto como parece", esta última versão geralmente vem acompanhada de uma cruzada de pernas.
É roça.

sábado, 30 de outubro de 2010

o pior arquiteto e a melhor abelha


Marx (1975, p. 202) afirma que:


(...) o que distingue o pior arquiteto da melhor abelha é que ele figura na mente sua construção antes de transformá-la em realidade. No fim do processo de trabalho aparece um resultado que já existia antes idealmente na imaginação o trabalhador. Ele não transforma apenas o material sobre o qual opera; ele imprime ao material o projeto que tinha conscientemente em mira, o qual constitui a lei determinante do seu modo de operar e ao qual tem de subordinar sua vontade.
-> eu diria, ainda, que algumas pessoas perderam a capacidade de figurar em sua mente a construção de qualquer coisa... a pior abelha cria, mesmo que por instinto, inconscientemente. Só Deus sabe o que se passa com elas... mas alguns humanos podem e não imaginam, nem por instinto.

crie.

e diria mais...

2000 anos

Tribo de Jah

Composição: Fauzi Beydoun
 
Dois mil anos se passaram
E o planeta encolheu assim,
Muitas guerras se travaram,
Tantas outras não chegaram ao fim,
Muitos homens, quantos homens já viveram?
Quantos ainda virão à luz?
Só um homem, mais que todo homem,
Nos mostrou o caminho que conduz à paz.

Novos povos se formaram,
Expandiram-se as civilizações,
Fronteiras se remarcaram,
Sob a força de dominações.
Muitos homens, quantos homens sucumbiram?
E a história não mudou em nada,
Nem a fome, nem a opressão sumiram,
Mas coexistem com a tecnologia avançada.

Deux mille ans out passé,
Et la planète est si retrecie,
Bien de guerres on a déclaré,
Combien d’autres ne sont pás finies?
Deux mille asn, combien d’hommes en ont dejá vécu?
Combien encore connaîtront la vie?
Un seul homme, plus que tous nous a fait,
Voir le chemin qui conduit à la paix

De nouveux peuples se sont formés,
Se sont étendues lês civilizations,
Des frontières on a rédémarques,
Sous la force de dominations.
Deux mille ans, combien d’hommes en ont succombés?
Et i’histoire n’a rien changé,
Ni la faim, ni i’opression finirent,
Mais co-existent avec la tecnologie avancé.